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O meu blog

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Quem quer fazer parte. Da tribo.

Como chegou a minha casa muito pequenino e órfão. Ofereci-lhe um coelhinho. E um ursinho.

Era o que tinha de mais fofinho em casa.

Achei que o fizesse sentir mais acompanhado.

Nos primeiros tempos estive sempre com o Vasco.

Depois começou a ir comigo para o trabalho. E não saía de casa sem eles. Ou pelo menos com um deles.

Quando estava em casa, na cama, no sofá da sala, no sofá do terraço ou em qualquer outra parte, não passava sem o urso ou sem o coelho.

Muitos bonecos passaram pelo focinho do cão, só estes sobreviveram.

A maioria das vezes não dorme sem os dois.

E já tive de interromper umas férias no Alentejo porque me esqueci do caneco dos peluches.

Reclamou tanto e chorou tanto que só tive uma alternativa. Voltar a Carcavelos.

 

Por incrível que pareça, o cão protege o urso e o coelho, como se fossem filhos dele.

E por mais que os abocanhe. São trincas amorosas. Nunca os magoa. O urso e o coelho continuam intactos.

Sempre abocanhados. Andam quase sempre pelo chão. E vão ficando sujos...

 

Tenho de lhes pegar. E pôr na máquina.

Lavar o urso. Lavar o coelho.

Secar o urso. Secar o coelho.

Devolver o urso. Devolver o coelho.

 

Pois, isto parece um processo fácil. Não é.

Não sei se adivinha. Mas quando eu quero o urso, o urso desaparece. Quando quero o coelho, o coelho desaparece.

Lá ando eu de rabo para o ar a ver debaixo dos móveis e em todo o lado.

Quando já os tenho nas minhas mãos.

O pai do urso e do coelho, Vasco, fica tresloucado.

Chora. Tenta roubar-me o urso. E o coelho.

Não vale a pena eu colocar o que encontrei primeiro dentro da máquina, porque tenho medo que aconteça alguma coisa de mal ao cão ou à máquina. Ou quem sabe aos dois.

Já aconteceu, num destes dias de lavagem, a máquina perder uma perna. E nunca mais foi a mesma.

Nesta tentativa de assalto, o cão parece que tem 4 mini trampolins nas patas. Tal é o tamanho dos saltos.

E todo o universo corre perigo...

 

Quando tenho sorte. Ponho o urso dentro da máquina. E o coelho.

E o cão fica quase uma hora a olhar para dentro da máquina.

Para se certificar que o urso e o coelho estão lá dentro. E fica a magicar como os pode resgatar...

 

A centrifugação do urso e do coelho é dramática.

- Onde está o urso?

- Onde está o coelho?

- Ali está o urso.

- Não vejo o urso. E não vejo o coelho.

- Está ali o urso. E ali está o coelho.

- Cadê o urso? O urso comeu o coelho!

Isto tudo acompanhado com choradeira de meia noite.

 

Depois da lavagem. Passo dois.

A secagem.

Dentro do secador. Não vê o urso. Nem o coelho.

Eu tenho de ficar tipo segurança de uma discoteca iraquiana.

Ou o cão pode ficar pendurado no secador. E é mauzinho. Ainda encolhe. E encaracola...

Saí de Portugal com um cão mascarado de Golden e é chato regressar com um caniche...

 

Finalmente, Vasco recebe os seus filhotes de volta.

Mas o stress ainda não acabou.

Obviamente que não. Ou não estaríamos a falar do Vasco.

É nesta fase que o urso e o coelho são avascalhados.

Avascalhar. É um verbo novo na língua portuguesa.

Nasceu no dia em que o Vasco decidiu carimbar tudo à sua maneira.

 

Ser avascalhado é requisito necessário para ser da tribo do Vasco.

Eu já fui avascalhada muitas vezes. Porque pertenço à tribo. E por acaso sinto-me bem.

O urso também nunca se queixou. Nem o coelho.

Porque é um avascalhanço. Sim, senhor! Em condições...

É todo um processo. Altamente cientifico. Meticuloso. E detalhado.

Não avascalha quem quer. Só quem pode. E só o Vasco pode!

Avascalhar é isto:

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